MÉTIER
Agosto · 12 a 31 · aprender a escolher

Agosto, canal por canal, pronto para aprovar.

Sete publicações no Instagram, três no LinkedIn, um ensaio novo no blog, e Pinterest e Google Meu Negócio recebendo o que já foi produzido — sem uma linha de conteúdo extra. Cada peça com direção de arte e legenda fechadas.

07Instagram
03LinkedIn
01Ensaio novo
03Posts no GMB
09Pins
04Séries estreando
01Regras da casa

Quatro decisões do Leandro que valem para tudo.

Saíram da conversa de 11 de agosto e passam a reger toda a produção. Cada peça deste documento já nasce dentro delas.

Regra I

A data nunca é o assunto

A gente fala da grenache no dia da grenache, mas não fala que é por causa do dia da grenache.

Nenhuma legenda anuncia efeméride. As datas seguem orientando o calendário por baixo. Isso reescreveu a abertura de duas peças de agosto.

Regra II

O texto entra como está no Drive

Sem comentário nosso tentando deixar perfeito demais. As linhas de apoio que a Alummiô havia escrito — “algumas imagens chegam antes das palavras”, “uma lembrança que chega pelo paladar” — foram todas removidas.

Onde houver apoio, ele sai de outro trecho do próprio texto dele, nunca de invenção nossa.

Regra III

Nenhuma imagem gerada

Fotografia real do arquivo do Leandro ou lâmina tipográfica. Nunca banco de imagens, nunca IA. E nenhum rótulo fictício: se aparecer garrafa, é garrafa que ele bebeu.

Regra IV

Correção técnica dele entra direto

Produtor, safra, termo, região, denominação — é domínio dele e não vira discussão. Ajuste de estrutura ou estratégia vira cartão em Decisões Estratégicas, não comentário solto.

02Mapa do mês

O que sai em cada canal.

DataPeçaInstagramLinkedInBlogGMBPinterest
12Nem toda videira antiga é uma vinha velhaCarrossel + StoriesRecirculação N.º VIIIPost com link2 pins
14Uma adega boa não é a que tem mais garrafasCarrosselPost de serviço
17O que a cozinha ensina sobre construir repertórioTexto longo
18Pelo Rótulo N.º ICarrossel + Stories2 pins
19Publica N.º IX
21O momento em que a chave viraCarrosselN.º IX no arPost com link1 pin
2415 anos da regulamentação do sommelierTexto longo
26O trabalho de um sommelier começa antes da taçaCarrosselRepublica1 pin
28Glossário N.º I — TerroirCarrossel2 pins
31Produtores Essenciais N.º I — AntinoriCarrosselTexto longo1 pin

Além disso, ao longo do mês: revisão completa do perfil no Google Meu Negócio, criação das quatro pastas no Pinterest, e Stories em três blocos recorrentes por semana. Nenhum deles gera pauta nova.

03Instagram

Sete publicações, arte e legenda fechadas.

Formato base: carrossel 1080 × 1350, Cormorant Garamond para frase, DM Sans para cabeçalho e apoio, wordmark no canto inferior esquerdo em todas. Termo-chave em itálico ouro, nunca mais de um por lâmina.

12/08qua

Nem toda videira antiga é uma vinha velha

OfícioBlog N.º VIIIArte já produzida
Lâminas
  1. Capa — “Nem toda videira antiga é uma vinha velha”
  2. Não existe definição legal na maior parte do mundo. O termo diz mais sobre intenção do que sobre regra.
  3. O que a idade faz: rendimento menor, raiz mais funda, concentração e regularidade.
  4. O que a idade não garante: vinha velha mal conduzida faz vinho ruim como qualquer outra.
  5. O que muda de verdade: material vegetal, lugar, manejo, história.
  6. 25, 35, 50 anos. A idade varia — e o termo, sozinho, explica muito pouco. É justamente aí que a história começa.
  7. Então, o que uma vinha velha realmente diz sobre um vinho? O ensaio completo está no blog.
Direção de arte. A peça já está pronta. Único ajuste: hoje ela chama para o blog antes de fechar a curiosidade. Inverter — lâmina 6 fecha o raciocínio, lâmina 7 convida. Manter a alternância clara/escura existente.

Checagem antes de subir: confirmar as idades citadas, já que o argumento central é que não existe critério universal.
Legenda
Old Vines. Vieilles Vignes. Viñas Viejas. A expressão aparece em rótulo com frequência e quase nunca com definição. Na maior parte do mundo não há regra: nenhuma idade mínima, nenhum controle, nenhuma obrigação de provar nada. Ainda assim, ela diz alguma coisa. Com o tempo, a videira produz menos e enraíza mais fundo. Isso costuma trazer uvas mais concentradas e uma regularidade que a vinha jovem leva anos para alcançar. Costuma — porque idade não é método. O que torna o assunto sério é outra coisa. Uma vinha de setenta anos é uma decisão tomada por alguém que não estaria vivo para bebê-la. E quando é arrancada, não há investimento que devolva setenta anos. Quando você encontra “old vines” num rótulo, isso influencia sua escolha? Ensaio completo em Ensaios & Escritos, no link da bio. #vinhasvelhas #terroir #culturadovinho #vinho #metier #ooficiodesaberviver
ChamadaLeia o ensaio · e a pergunta comportamental, que alimenta a Curadoria
Stories3 telas: enquete “quando você vê old vines num rótulo, o que imagina?” → resposta → link do blog
14/08sex

Uma adega boa não é a que tem mais garrafas

CuradoriaChamada comercial
Lâminas
  1. Uma adega boa não é a que tem mais garrafas.
  2. É a que tem as garrafas certas para as próximas ocasiões — e sabe quais são.
  3. O problema quase nunca é falta de dinheiro. É falta de critério de compra.
  4. Sinais de uma adega que cresceu sem projeto: rótulos repetidos, faixas de preço concentradas, garrafas guardadas para um dia que nunca chega.
  5. Uma coleção com identidade responde a três perguntas: o que se bebe no dia a dia, o que se guarda, e o que se abre quando algo merece.
  6. Mentoria e Curadoria de Adega · Métier
Direção de arte. Card terracota alternando com uma única fotografia. A imagem ideal é uma adega real — de preferência a do Leandro, ou uma que ele tenha organizado. Prateleira imperfeita vale mais que adega de catálogo.

Sem foto: peça inteiramente tipográfica sobre terracota, com a lâmina 4 em lista numerada. Funciona bem e não mente.
Legenda
Uma adega não se acumula. Se constrói. A maior parte das coleções que encontro não tem problema de dinheiro — tem problema de critério. Compra-se o que apareceu, o que estava em promoção, o que alguém elogiou. Depois de alguns anos, sobra uma pilha de rótulos parecidos, quase nenhum pronto para a ocasião que aparece. Uma adega com identidade responde a três perguntas simples: o que se bebe no dia a dia, o que se guarda de verdade, e o que se abre quando alguma coisa merece ser marcada. Só isso já reorganiza quase tudo. A Mentoria e Curadoria de Adega da Métier é para quem quer uma coleção com direção, e não um estoque. Sem comissão de importadora: cada indicação parte de uma razão técnica e de uma razão humana. Conheça no link da bio. #adega #curadoriadevinhos #mentoria #vinho #metier #vinhosp
ChamadaConheça a Mentoria de Adega
NotaPrimeiro post do mês com pedido comercial, e vem logo depois de um de conhecimento puro. De propósito: o pedido só é aceito quando vem depois da entrega.
18/08ter

Compre um Vinho Pelo Rótulo · N.º I

CuradoriaEstreia de sérieDepende de insumo
Lâminas · gabarito fixo da série
  1. “Eu compraria este vinho pelo rótulo.”
  2. “E, neste caso, ainda teria acertado.”
  3. A obra — o que a arte do rótulo conta, e por que alguém decidiu colocá-la ali.
  4. Quem faz — o produtor, a região, o que ele defende.
  5. O que há dentro — uva, estilo, o que esperar na taça.
  6. “O rótulo chama. O repertório decide.”
Direção de arte. O rótulo em primeiro plano ocupa a capa inteira — fotografia macro, luz lateral, fundo neutro. A lâmina 3 mostra o detalhe da arte em crop fechado. Da 4 em diante, tipografia sobre carta, com uma faixa da própria imagem do rótulo como elemento de continuidade.

Este gabarito serve para as cinco edições do trimestre. Vale desenhá-lo como sistema, não como peça única.
Decisão do Leandro. Qual rótulo abre a série? Duas opções, e a escolha é dele:

Fleurie Origines 2022, Grégoire Hoppenot — já provado, já fotografado, já escrito por ele, e a arte com as crianças correndo é literalmente uma obra. Zero dependência.

Um Pinot Noir com rótulo bonito — a data do dia é Pinot Noir, e pela regra do inconsciente coletivo seria elegante coincidir sem nunca dizer. Depende de ele ter a garrafa e a foto.
Legenda
Existe um preconceito confortável no mundo do vinho: o de que escolher pelo rótulo é coisa de quem não entende. Discordo. Escolher só pelo rótulo é arriscado — mas o rótulo é a primeira coisa que um produtor decide contar sobre si. Tem gente que terceiriza. Tem gente que trata como embalagem. E tem gente que trata como manifesto. Começo hoje uma série sobre isso: rótulos bonitos que eu sei que são bons. Sempre na mesma ordem — a arte, o produtor, e só então o vinho. [Rótulo, safra, produtor, região.] [A história por trás da arte, em duas ou três linhas.] [O que esperar na taça e com o que comer.] [Onde procurar e em que faixa de investimento.] Comprar pelo rótulo é um bom começo. Saber por que aquele rótulo existe é o que transforma sorte em critério. Você compraria este pela arte? Conta aqui. #comprepelorotulo #curadoriadevinhos #vinho #rotulos #metier #vinhosp
Chamada“Você compraria?” — comentário, não link
Stories4 telas: o rótulo em close sem revelar → “compraria?” em enquete → a resposta → o post
NotaA legenda não menciona nenhuma data. Se o rótulo escolhido for um Pinot Noir, a coincidência fica por conta do leitor.
21/08sex

O momento em que a chave vira

OfícioBlog N.º IXTambém no LinkedIn
Lâminas
  1. O meu momento eureka com o vinho aconteceu… com uma cerveja.
  2. Eu já provava bons vinhos. Mas meu vocabulário ainda era “frutado”, “seco”, “bom”.
  3. Até que, em 2008, senti cravo em uma cerveja de trigo. E não havia cravo entre os ingredientes.
  4. Se a fermentação podia criar aquele aroma, talvez todo aquele barulho em torno dos aromas do vinho tivesse fundamento.
  5. Meses depois veio um fundo de taça de Dom Pérignon. Café. Biscoito.
  6. Paladar não é vocabulário decorado. É repertório. E repertório se constrói.
  7. E você? Já teve uma taça que mudou a maneira como percebe vinho?
Direção de arte. A peça mais tipográfica do mês. Fundo carta, frase grande, uma única fotografia — de preferência o caderno de degustação dele, ou uma taça sobre mesa de trabalho. A lâmina 3 é a virada da narrativa: vale isolá-la em noir, como um corte.

Cuidado: não ilustrar a cerveja. A graça é o leitor não esperar essa palavra.
Legenda
Vejo muita gente começar a beber vinho com uma angústia específica: a de não conseguir sentir nada de especial na taça. Reconhecem quando é frutado e param aí. Ouvem alguém descrever aromas que parecem não existir e desconfiam — do vinho e de quem descreve. A sensibilidade olfativa varia mesmo de pessoa para pessoa. Mas essa diferença inicial está longe de ser determinante. O meu momento de virada aconteceu com uma cerveja. Em 2008, num clube que eu tinha com alguns amigos, senti cravo numa cerveja de trigo e olhei o rótulo: não havia cravo ali. O aroma vinha da fermentação. Pensei que, se acontecia com a cerveja, talvez o barulho em torno do vinho tivesse fundamento. Meses depois, um chef abriu um Dom Pérignon, peguei um fundo de taça e senti café e biscoito. Estava fisgado. Perceber aromas depende de treino, mas também de oportunidade — e nem toda garrafa serve. A maioria dos vinhos é simples, feita para o dia a dia, e tem pouco a apresentar. Por isso vale pedir ajuda para escolher vinhos que desafiem a percepção. Não precisam ser caros. Precisam ter alguma complexidade. E você, já teve uma taça que mudou alguma coisa? Ensaio completo no link da bio. #degustação #aprendervinho #sommelier #vinho #metier #saopaulo
ChamadaLeia o ensaio e conte o seu
BlogPublicar o N.º IX em 19/08, dois dias antes, para o post já encontrar a entrada no ar
26/08qua

O trabalho de um sommelier começa muito antes da taça

B2BChamada comercialTambém no LinkedIn
Lâminas
  1. Um sommelier não existe apenas para recomendar uma garrafa.
  2. A lei que regulamenta a profissão no Brasil descreve outra coisa.
  3. Participar do planejamento e da organização do serviço de vinhos.
  4. Assegurar a gestão do aprovisionamento e da armazenagem.
  5. Preparar e executar o serviço.
  6. Atender, informar sobre o produto — e ensinar.
  7. Uma carta de vinhos começa muito antes da mesa.
Direção de arte. Noir, inteiramente tipográfica, sem fotografia. As lâminas 3 a 6 são as atribuições legais e devem ter tratamento de citação — filete ouro à esquerda, corpo menor, quase documento. É o contraste com o resto do feed que dá autoridade à peça.
Uma decisão para o Leandro. Esta é a única peça do mês em que a data é o conteúdo — 26 de agosto de 2026 são exatos quinze anos da Lei 12.467/2011. Pela regra nova, a legenda não deveria anunciar a efeméride. Mas aqui a lei é o argumento inteiro, não enfeite.

Preparamos as duas versões. A escolha é dele.
Legenda · versão A, com a data
Há exatos quinze anos, uma lei federal regulamentou a profissão de sommelier no Brasil. Vale reler o que ela de fato diz, porque quase ninguém leu. A lei não descreve alguém que recomenda garrafas. Descreve alguém que participa do planejamento e da organização do serviço de vinhos, que assegura a gestão do aprovisionamento e da armazenagem, que prepara e executa o serviço, que atende e informa sobre o produto — e que ensina. Planejamento. Compra. Armazenagem. Organização. Atendimento. Formação de equipe. Quinze anos depois, seguimos reduzindo o trabalho a apontar um rótulo na mesa. E é justamente por isso que tanta carta de vinhos vira inventário: ninguém tratou aquilo como operação. Uma carta de vinhos começa muito antes da mesa. A Métier faz consultoria de carta e formação de equipe para restaurantes e hotelaria. Sem comissão de importadora. #sommelier #cartadevinhos #restaurantes #hotelaria #metier #saopaulo
Legenda · versão B, sem a data
Existe uma lei federal que regulamenta a profissão de sommelier no Brasil. Quase ninguém leu — e vale reler o que ela de fato diz. A lei não descreve alguém que recomenda garrafas. Descreve alguém que participa do planejamento e da organização do serviço de vinhos, que assegura a gestão do aprovisionamento e da armazenagem, que prepara e executa o serviço, que atende e informa — e que ensina. Planejamento. Compra. Armazenagem. Organização. Atendimento. Formação de equipe. Ainda assim, seguimos reduzindo o trabalho a apontar um rótulo na mesa. E é justamente por isso que tanta carta de vinhos vira inventário: ninguém tratou aquilo como operação. Uma carta de vinhos começa muito antes da mesa. A Métier faz consultoria de carta e formação de equipe para restaurantes e hotelaria. Sem comissão de importadora.
28/08sex

Glossário do Vinho · N.º I — Terroir

OfícioEstreia de sérieZero dependência
Lâminas
  1. Terroir
  2. Um termo francês sem tradução direta. Em essência: o sentido de lugar que um vinho carrega.
  3. Solo, relevo, clima e exposição do vinhedo são os elementos clássicos.
  4. Mas o entendimento contemporâneo é mais largo: também é material vegetal, prática de vinhedo, conhecimento e decisão de quem produz.
  5. Não há consenso sobre a definição — e um conceito que ainda se discute é um conceito vivo.
Direção de arte. Off-white, sem fotografia. A palavra ocupa metade da lâmina 1, em corpo muito grande. Nas seguintes, a definição em corpo médio com muito respiro. Este é o gabarito dos próximos trinta verbetes — vale desenhar pensando na repetição, com o espaço da palavra sempre no mesmo lugar.

Elemento fixo da série: um número romano discreto no canto superior direito. É o que vai construir a sensação de coleção.
Legenda
Terroir é um termo francês sem tradução direta para o português. Em essência, é o sentido de lugar que um vinho carrega: a ideia de que cada região imprime características próprias à bebida, dando a ela uma identidade ligada à origem. Solo, relevo, clima e exposição do vinhedo são os elementos tradicionalmente associados a ele. Mas o entendimento contemporâneo é mais amplo: terroir também é o material vegetal escolhido, a prática de vinhedo, o conhecimento acumulado e a decisão de quem produz. Natureza e mão, juntas. Não existe consenso absoluto sobre a definição, e ela segue em disputa entre produtores e pesquisadores. É bom que seja assim. Este é o primeiro verbete do Glossário do Vinho. A ideia não é decorar palavras — é ganhar autonomia para ler um rótulo, uma carta e uma conversa sem se sentir de fora. Qual termo você nunca entendeu direito? Escreve aqui que ele entra na série. #terroir #glossáriodovinho #aprendervinho #vinho #metier #culturadovinho
ChamadaSalvar · e a pergunta que pauta os próximos verbetes
NotaA pergunta final transforma a audiência em pauta. As respostas alimentam o Glossário e os Mitos & Verdades sem custo de pesquisa.
31/08seg

Produtores Essenciais · N.º I — Marchesi Antinori

OfícioEstreia de sérieAbre setembro
Lâminas · gabarito fixo da série
  1. Produtores Essenciais N.º I — Marchesi Antinori
  2. Itália · Toscana · 1385 · 26 gerações
  3. Poderiam ter vivido de tradição. Fizeram o contrário.
  4. Anos 1970: o Tignanello sai da denominação para poder existir. Sangiovese com Cabernet, barrica francesa.
  5. De uma parcela vizinha nasce o Solaia. Os dois fundam o que se chamaria de Super Toscanos.
  6. Fora da Itália: Antica em Napa, Stag’s Leap Wine Cellars, Col Solare, Haras de Pirque. Sempre elite, nunca volume.
  7. Mais de 640 anos — uma das empresas familiares mais antigas ainda em atividade no mundo.
  8. Setembro na Métier é Toscana.
Direção de arte. Noir com filete ouro. Estrutura fixa da série, que se repete em todas as edições: capa com nome, origem, filosofia, vinhos ícone, expansão, curiosidade, fecho. A lâmina 2 traz um bloco de dados — país, região, fundação, gerações — que vira a assinatura visual da série.

Sem fotografia de propriedade alheia. Se não houver imagem de arquivo do Leandro, a peça é inteiramente tipográfica. É melhor assim do que usar foto institucional de terceiros.
Legenda
Começo hoje uma série sobre os produtores que qualquer pessoa interessada em cultura do vinho deveria conhecer. Não os mais caros — os que mudaram alguma coisa. Os Antinori produzem vinho desde 1385. São 26 gerações e mais de 640 anos, uma das empresas familiares mais antigas ainda em atividade no mundo. Poderiam ter vivido de tradição. Fizeram exatamente o contrário. No início dos anos 1970, saiu dessa casa o Tignanello: Sangiovese com Cabernet, envelhecido em barrica francesa, fora das regras da denominação. Preferiram perder a classificação a mudar o vinho. De uma parcela vizinha veio o Solaia. Os dois estão entre os vinhos que redefiniram a imagem da Itália no mundo e fundaram o que se chamaria de Super Toscanos. A mesma lógica se repetiu fora da Itália: Antica em Napa Valley, participação na histórica Stag’s Leap Wine Cellars, Col Solare em Washington, Haras de Pirque no Chile. Sempre projeto de elite em terroir de excelência, nunca expansão por volume. Tradição, aqui, nunca foi conservação. Foi repertório suficiente para saber quando quebrar a regra. A partir de setembro, a Toscana é o fio condutor da Métier. Este é o começo. #antinori #supertoscanos #toscana #produtores #curadoriadevinhos #metier
ChamadaSalvar · e o teaser da temporada
NotaVale manter a distinção que o Leandro criou: Ofício / Produtores Essenciais é histórico e educativo. Curadoria / Produtores que admiro seria a série irmã, pessoal e opinativa — para depois.
04LinkedIn

Três textos, nenhum copiado do Instagram.

Formato: texto puro, entre 900 e 1.400 caracteres, primeira pessoa, sem hashtag decorativa. Abre com uma cena ou uma afirmação incômoda, nunca com contexto. Fecha com uma pergunta real, não retórica — é onde estão os leitores que respondem por escrito, e é isso que o Leandro pediu quando disse que gostaria de retorno sobre os textos.

17/08seg

O que trabalhar em cozinha me ensinou sobre construir repertório

FormaçãoAbre a frente de equipes

Ângulo. A mesma história do ensaio N.º IX, com outra finalidade. No Instagram ela serve a quem quer aprender vinho; aqui, a quem precisa formar gente. O próprio texto dele diz que anos de cozinha funcionaram como treinamento sensorial sem que ele percebesse — é isso que interessa a um gestor.

Estrutura. Abre na cerveja de trigo, sem explicar. Vira para a percepção como habilidade treinável, não como talento. Fecha em: equipe não aprende vinho decorando ficha técnica, aprende sendo exposta a diferença. Pergunta final sobre como cada um formou a própria equipe.

Sem chamada comercial. É a primeira aparição B2B do mês e serve para abrir porta, não para vender. O pedido vem no dia 24.
24/08seg

Quinze anos depois, ainda reduzimos o sommelier à indicação de garrafas

B2BChamada comercialPeça mais forte do mês

Ângulo. Versão longa da peça de 26/08, publicada dois dias antes no LinkedIn para que o Instagram encontre a conversa já aberta. Aqui a data pode aparecer sem constrangimento: no LinkedIn, marco legal é notícia.

Estrutura. Abre pela lista de atribuições legais, sem dizer de onde vem. Revela que é a lei. Vira para a consequência operacional: carta que virou inventário, capital parado, equipe que vende sempre os mesmos três rótulos. Fecha oferecendo conversa, não proposta.

Uso além do post. Este texto é material de abordagem. Vale o Leandro mandá-lo individualmente a restaurantes e hotéis da lista dele, com uma linha de apresentação. Post B2B rende mais como pretexto de contato do que como alcance.
31/08seg

Tradição pode ser uma forma de inovação?

Posicionamento

Ângulo. Antinori como caso de gestão, não como aula de vinho. Uma casa de 640 anos que preferiu perder a classificação a mudar o produto — e transformou isso no segmento mais valorizado do país. Interessa a qualquer gestor, mesmo a quem não bebe vinho.

Estrutura. Abre pelo número: 1385, 26 gerações. Conta a decisão do Tignanello. Fecha na pergunta que vale para o leitor: quantas regras do seu setor existem para proteger a tradição e quantas só existem porque ninguém testou a fronteira?

Sem chamada comercial. Alternância proposital com o dia 24 — pedir em duas semanas seguidas queima a frente.
05Blog · Ensaios & Escritos

Uma entrada nova e uma recolocada em circulação.

Publicar em 19/08

N.º IX — O Momento em que a Chave Vira

Título. O texto abre com essa imagem e ela é melhor do que “eureka”, que fica guardado para o fecho.

Chapéu. Percepção, treino e o instante em que a chave vira.

Citação de destaque. “Perceber aromas depende de treino, mas também de oportunidade.”

Categoria. Ensaio · leitura de 5 minutos.

Por que dois dias antes do post. Para o carrossel de 21/08 já encontrar a entrada no ar e o link da bio funcionar de imediato.

Recirculação · 12/08

N.º VIII — O Que É uma Vinha Velha

Está publicado desde 28 de julho e nunca circulou. Não precisa de texto novo — precisa de distribuição: o carrossel de 12/08, o post no Google Meu Negócio e dois pins no Pinterest.

Antes de subir o carrossel: conferir as idades e definições citadas no ensaio, já que o argumento central é justamente que não existe critério universal.

Sobre o retorno que o Leandro pediu

Ele comentou que gostaria que alguém lesse os ensaios para dar opinião. Publicar não resolve isso — a leitura precisa ser provocada. O caminho mais barato e mais eficaz: escolher de oito a dez pessoas — sommeliers, jornalistas de vinho, chefs, colegas de curso — e mandar o link individualmente, com uma linha pedindo opinião franca. Retorno pessoal chega; comentário público raramente. Vale começar com o N.º IX, que é o de leitura mais fácil e o mais pessoal.

06Google Meu Negócio

Sem pauta nova. Mas com uma tarefa que vale mais que postar.

O que pesa na busca local não é frequência de postagem — é perfil completo. Um perfil com serviços descritos, categoria certa, área de atendimento definida e fotos reais aparece mais do que um perfil que posta toda semana e está pela metade. Por isso agosto tem uma tarefa estrutural e só três postagens.

Tarefa estrutural · até 31/08

  • Categoria principal e secundárias — consultoria de vinhos, educação, serviço para restaurantes. A categoria é o que mais pesa no ranqueamento local.
  • Serviços descritos um a um — Mentoria e Curadoria de Adega, Consultoria de Carta de Vinhos, Degustação Conduzida, Formação de Equipe. Cada um com descrição própria, não uma lista.
  • Área de atendimento — São Paulo e região, já que não há endereço público de atendimento.
  • Fotos — mínimo de oito, todas reais: adega, taça, caderno de degustação, o Leandro trabalhando. As mesmas do arquivo que alimenta o Instagram.
  • Descrição — 750 caracteres, com os termos que as pessoas buscam: consultoria de vinhos, carta de vinhos para restaurante, curadoria de adega, São Paulo.
  • Perguntas e respostas — publicar de três a cinco perguntas frequentes já respondidas pelo próprio perfil. É um espaço que quase ninguém usa e que aparece na busca.

Postagens do mês · 3

12/08Ensaio N.º VIII, com as três primeiras linhas e link para o blog. Tipo: novidade.
14/08Mentoria e Curadoria de Adega. Tipo: oferta de serviço, com botão de contato no WhatsApp. É a única postagem do mês com pedido.
21/08Ensaio N.º IX, mesmo formato. Tipo: novidade.
Produção zero. Texto extraído da própria legenda, imagem reaproveitada da capa do carrossel. Nenhuma peça nova é criada para este canal.
07Pinterest

Buscador, não rede social.

O ganho aqui não é audiência — é tráfego de cauda longa para o blog, que continua chegando meses depois. Por isso todo pin linka o ensaio no site, nunca o Instagram. E por isso a descrição importa mais que a imagem: é texto indexável.

Montagem · até 18/08

  • Perfil comercial, com site verificado. Sem verificação, o Pinterest não atribui o tráfego nem libera as estatísticas.
  • Quatro pastas: Território · Curadoria · Mesa · Glossário. As mesmas dos pilares editoriais, o que mantém a organização coerente com o resto do projeto.
  • Descrição de cada pasta com os termos de busca reais — harmonização de vinhos, curadoria de adega, regiões vinícolas, termos técnicos do vinho.

Pins de agosto · 9

12/08 · 2 pinsCapa e a lâmina do fecho da Vinha Velha → pasta Território → link do ensaio N.º VIII
18/08 · 2 pinsO rótulo em close e a lâmina do produtor → pasta Curadoria → link do blog
21/08 · 1 pinA lâmina da virada → pasta Território → link do ensaio N.º IX
26/08 · 1 pinA lâmina das atribuições → pasta Curadoria → link da página de Carta de Vinhos
28/08 · 2 pinsA palavra Terroir e a definição → pasta Glossário → link do blog
31/08 · 1 pinO bloco de dados dos Antinori → pasta Curadoria → link do blog
Regra de descrição. Primeira frase da legenda + o termo de busca explícito. Exemplo: “O que significa vinhas velhas num rótulo de vinho — e o que a idade da videira realmente muda.” Nada de hashtag; o Pinterest lê texto corrido.

Peças tipográficas funcionam melhor no Pinterest do que fotografia — a plataforma privilegia conteúdo com texto legível na miniatura. O Glossário é o formato de maior potencial aqui, e é justamente o de menor custo de produção.

08Para destravar

O que agosto precisa do Leandro.

AtéO quêSe não vier
HojeComentário nas peças de 12/08 e 14/08, por WhatsAppA primeira sai amanhã. Sem retorno, publicamos como está.
13 · agoDecisão: legenda A ou B para a peça de 26/08 — com ou sem a menção aos quinze anos da leiVai a versão B, sem a data, que é a mais alinhada à regra nova.
16 · agoEscolha e fotografia do rótulo do Pelo Rótulo N.º IEntra o Fleurie Hoppenot, que já está provado e fotografado. Zero risco.
19 · agoFoto de adega real para a peça de 14/08, se houverPeça inteiramente tipográfica sobre terracota. Funciona.
29 · agoSeleção fotográfica da Toscana, incluindo a foto na frente do Dario CecchiniTrava setembro inteiro, não agosto. Mas é o insumo mais importante do trimestre.

Duas peças de agosto não dependem de nada

O Glossário de 28/08 e o Produtores Essenciais de 31/08 são inteiramente tipográficos e o texto já existe. São elas que servem de troca quando alguma peça fotográfica atrasar — por isso ficam no fim do mês, e não no começo.

“Agosto é o mês em que se aprende a escolher.”